Instituto Cidades Responsivas · Análise Preliminar do Plano Diretor
Indicadores de vegetação e patrimônio
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Vegetação e densidades
Descrição do indicador
O indicador avalia a proximidade entre a vegetação presente nas áreas urbanas e os locais onde a maioria dos habitantes reside ou trabalha. Assim, avalia-se indiretamente a quantidade de áreas permeáveis nas regiões mais densificadas das cidades que contribuem para a drenagem urbana, para evitar o surgimento de ilhas de calor e para absorver parte da poluição atmosférica gerada pelas atividades dos arredores.
O indicador é calculado por meio da computação do NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), dado disponível em bases de sensoriamento remoto e que estima a densidade de vegetação em cada recorte territorial de 30x30 metros. Os resultados do NDVI estão em uma escala entre 1,0 (grande densidade de vegetação) e -1,0, com os valores abaixo de zero correspondendo a áreas sem nenhum elemento verde.
O valor final do indicador corresponde à média do NDVI no entorno dos domicílios da cidade, evidenciando se a vegetação urbana está presente nos locais com ocupação mais intensa. Cidades com valores mais baixos do indicador - os quais indicam um afastamento entre a vegetação e as áreas mais densificadas - podem alterar esse cenário com diferentes medidas: a intensificação da arborização viária, o estabelecimento de novas áreas de parques e praças, a criação de incentivos para a inserção de áreas permeáveis em novos empreendimentos privados ou a alteração dos instrumentos urbanísticos municipais visando encorajar o aumento de densidades em locais com maior proximidade a áreas verdes.
Descrição do indicador (continuação)
O indicador avalia a proximidade entre a vegetação presente nas áreas urbanas e os locais onde a maioria dos habitantes reside ou trabalha. Assim, avalia-se indiretamente a quantidade de áreas permeáveis nas regiões mais densificadas das cidades que contribuem para a drenagem urbana, para evitar o surgimento de ilhas de calor e para absorver parte da poluição atmosférica gerada pelas atividades dos arredores.
O indicador é calculado por meio da computação do NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), dado disponível em bases de sensoriamento remoto e que estima a densidade de vegetação em cada recorte territorial de 30x30 metros. Os resultados do NDVI estão em uma escala entre 1,0 (grande densidade de vegetação) e -1,0, com os valores abaixo de zero correspondendo a áreas sem nenhum elemento verde.
O valor final do indicador corresponde à média do NDVI no entorno dos domicílios da cidade, evidenciando se a vegetação urbana está presente nos locais com ocupação mais intensa. Cidades com valores mais baixos do indicador - os quais indicam um afastamento entre a vegetação e as áreas mais densificadas - podem alterar esse cenário com diferentes medidas: a intensificação da arborização viária, o estabelecimento de novas áreas de parques e praças, a criação de incentivos para a inserção de áreas permeáveis em novos empreendimentos privados ou a alteração dos instrumentos urbanísticos municipais visando encorajar o aumento de densidades em locais com maior proximidade a áreas verdes.
| Posição | Indicador de Vegetação e Densidades |
|---|---|
| 1 | Florianópolis — 0,44 |
| 2 | Rio Branco — 0,38 |
| 3 | Palmas — 0,36 |
| 4 | Tamandaré — 0,36 |
| 5 | Vitória — 0,35 |
| 6 | Palmas — 0,36 |
| ... | ... |
| 20 | Boa Vista — 0,25 |
| 27 | São Paulo — 0,23 |
| 28 | Salvador — 0,20 |
A sede urbana de Tamandaré possui em seus arredores um conjunto de zonas com alta densidade de vegetação, as quais contribuem para a retenção das águas da chuva, evitando a sobrecarga do sistema de macrodrenagem.
Legenda do mapa: Média do indicador NDVI no entorno dos domicílios de cada setor censitário
- acima de 0,5
- 0,45 a 0,50
- 0,40 a 0,45
- 0,35 a 0,40
- 0,30 a 0,35
- abaixo de 0,30
Camadas: Vias de maior hierarquia; Restante das vias; Limite municipal; Sede urbana.
Análise realizada a partir de dados de vegetação obtidos do satélite Landsat 8 para o período entre junho de 2023 e maio de 2025 e dados de endereços do Censo de 2022 do IBGE. Escala: 2,5 km — N.
Legenda do mapa: Média do indicador NDVI no entorno dos domicílios de cada setor censitário
- acima de 0,5
- 0,45 a 0,50
- 0,40 a 0,45
- 0,35 a 0,40
- 0,30 a 0,35
- abaixo de 0,30
Camadas: Vias de maior hierarquia; Restante das vias; Limite municipal; Sede urbana.
Análise realizada a partir de dados de vegetação obtidos do satélite Landsat 8 para o período entre junho de 2023 e maio de 2025 e dados de endereços do Censo de 2022 do IBGE. Escala: 0,5 km — 1,0 km — N.
Recomendações
O mapa da página anterior mostra que, mesmo havendo uma queda no valor do indicador para a sede urbana de Tamandaré, alguns de seus setores circundantes - o morro dos Carneiros e o entorno do rio Mamocabas - são aqueles com maior quantidade de vegetação no município, contribuindo para o sistema de macrodrenagem da cidade. Como estratégia geral, o Plano Diretor poderia estabelecer que tais áreas de maior permeabilidade e retenção das águas pluviais seriam mantidas com zonas de baixa ocupação, tentando concentrar a densificação urbana nas áreas que hoje já são ocupadas.
Patrimônio e identidade
Descrição do indicador
O indicador tem o objetivo de mensurar o potencial turístico do patrimônio edificado e da paisagem, visando identificar pontos que merecem ser tratados distintamente pela legislação urbanística tendo em vista o potencial deles em valorizar seu entorno ou seu potencial cênico individual.
Para tanto, uma análise estatística é feita com base na quantidade de fotografias tiradas em cada localização da cidade, comparando os valores obtidos a pontos conhecidos de outras cidades.
A praia do Pontal apresenta a maior quantidade de fotos: um total de 239.
A área em que ocorre a festa de Reveillon dos Carneiros também possui grande quantidade de fotos.
O entorno da igreja de Carneiros é o segundo ponto com mais fotos: 102 no total.
A área mais central de Tamandaré possui quantidade menor de fotos: 23 no total.
O entorno do forte apresenta quantidade considerável de fotos: 51.
Legenda do mapa: Quantidade de fotos registradas em cada setor da cidade
- 100 a 239
- 60 a 100
- 30 a 60
- 15 a 30
- 5 a 15
- 1 a 5
Camadas: Sede urbana; Zona rural; Limite municipal.
Dados obtidos da API da plataforma Flickr em maio de 2025. Escala: 0,5 km — 1,0 km — N.
Resultado
Considerando o porte de Tamandaré e o fato de ter sido recente o investimento em infraestrutura de turismo na cidade, avalia-se que os valores obtidos para a quantidade de fotos tiradas nos locais mais reconhecidos indica um alto potencial turístico na cidade, visto que a praia do Pontal e a igreja de Carneiros conseguem competir com praias conhecidas de Florianópolis, como o Campeche.
Por outro lado, também se avalia que há ainda potencial a ser explorado, tendo em vista que locais menos conhecidos, como o Anfiteatro Pôr do Sol em Porto Alegre, obtém valores similares mesmo não sendo centros turísticos estruturados.
| Local | Máximo da quantidade de fotos |
|---|---|
| Avenida Paulista, São Paulo | 13.743 |
| Cristo Redentor, Rio de Janeiro | 11.613 |
| ... | ... |
| Praia de Jurerê, Florianópolis | 343 |
| Anfiteatro Pôr do Sol, Porto Alegre | 251 |
| Praia do Pontal, Tamandaré | 239 |
| Praia do Campeche, Florianópolis | 160 |
Recomendações
A partir dos resultados, se avalia que o Plano Diretor da cidade deve criar estratégias específicas para preservar o potencial cênico e paisagístico das áreas da cidade com mais forte apelo turístico.
O fato da praia de Carneiros e o Pontal aparecerem como elementos centrais indica o ambiente natural da cidade como um elemento estruturador da economia turística local, sinalizando a necessidade de manter a área como uma zona de ocupação mais rarefeita.
Por outro lado, os resultados também demonstram a disparidade existente entre a região de Carneiros e o Centro de Tamandaré, com este segundo apresentando valores bastante abaixo em relação à primeira. Isso indica a necessidade de aplicação de políticas próprias que contribuam para amplificar o potencial turístico desses locais, tal como criar zonas de restrição de altura para dar protagonismo às edificações históricas ou à paisagem natural.
Restrição de altura — novo projeto — edificação de interesse cultural — novo projeto
Em síntese
A partir da análise dos resultados dos indicadores de desenvolvimento urbano, foram identificadas as seguintes aspectos com potencial de aperfeiçoamento no planejamento urbano local:
- O indicador de acesso habitacional indica a necessidade do Plano Diretor prever áreas de densificação no entorno do Centro de Tamandaré, evitando a restrição excessiva da oferta habitacional que possa causar o encarecimento das áreas mais centrais da cidade;
- Os indicadores de “Emprego x Local de Moradia” e de “Mobilidade e Empregos” indicam o potencial de se criar incentivos construtivos para empreendimentos de uso misto e com fachada ativa, visando criar um ambiente favorável à ativação e diversificação econômica da região central da cidade;
- O indicador de “Vegetação e Densidade” sinaliza áreas vegetadas no entorno da sede urbana de Tamandaré cuja preservação pode gerar significativas contribuições para o sistema de macrodrenagem da cidade;
- O indicador de “Patrimônio e Identidade” indica a necessidade de se criar formas de valorização do patrimônio edificado local, visando potencializar as áreas de atração turística além da Praia dos Carneiros.
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